CPI do Metanol ouve primeiras autoridades e reforça compromisso da Bancada do PL com a segurança dos paulistanos
A CPI do Metanol, presidida pela vereadora Zoe Martínez (PL), realizou sua primeira reunião de trabalho nesta terça-feira (28/10), com a presença de todos os integrantes do colegiado. A Comissão, criada para investigar a procedência e a qualidade de bebidas comercializadas em São Paulo, ouviu autoridades estaduais e municipais ligadas à área da segurança pública e aprovou requerimentos que vão nortear os próximos passos da investigação.
Foram ouvidos o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, e o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando, que apresentaram dados sobre as operações de combate à adulteração de bebidas alcoólicas com metanol e etanol industrial, responsáveis por dezenas de casos de intoxicação e mortes em todo o Estado.
Zoe Martínez destacou que o trabalho da CPI nasce de uma preocupação legítima com a vida e a segurança da população, bandeiras defendidas pela bancada do PL. “Mais quatro pessoas morreram nos últimos dias — uma mesma família enterrou três vidas. É devastador. A CPI foi criada para somar esforços, identificar e punir os responsáveis. Eu não quero mais abrir o jornal e ver novas mortes por metanol. Isso precisa parar”, afirmou a vereadora.


O depoimento de Artur Dian revelou a existência de uma rede criminosa que falsifica e distribui bebidas adulteradas, além de números que mostram a gravidade da situação: 66 prisões realizadas em 2025, 18 milhões de selos e 150 mil garrafas apreendidas, muitas delas já destruídas. Ele explicou que a diferença química entre etanol e metanol é sutil, o que torna o trabalho pericial e investigativo mais complexo.
Já o secretário Orlando Morando ressaltou o papel da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no apoio às ações de fiscalização, além da necessidade de rever normas sobre compra direta de fabricantes e a logística reversa dos vasilhames de vidro, utilizados por falsificadores para enganar o consumidor. “Os grandes fabricantes não vendem direto para os estabelecimentos, o que cria uma cadeia ilegal. Precisamos mudar isso para proteger os pequenos comerciantes e os consumidores”, pontuou Morando.
A presidente Zoe Martínez reforçou que o objetivo da Comissão é ir além da investigação: “É uma luta por justiça. Vamos atrás dos culpados e cobrar medidas concretas. A cidade precisa confiar no que consome.”
A bancada do PL tem papel de destaque nessa agenda. Além de Zoe, que lidera os trabalhos da CPI, outros parlamentares do partido têm histórico de atuação em segurança pública, saúde e defesa da vida, bandeiras permanentes do grupo na Câmara Municipal.
Entre os requerimentos aprovados estão convites e convocações de representantes do Procon-SP, da ANP, das secretarias da Saúde e das Subprefeituras, além de diligências em locais de fabricação e venda de bebidas suspeitas.
A próxima reunião da CPI do Metanol está marcada para o dia 4 de novembro, no Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo.
Fotos: Richard Lourenço / Rede Câmara


