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domingo, 7 junho 2026
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Sonaira Fernandes e Rute Costa marcam sessão com debate sobre direitos, proteção e dignidade das mulheres

Pronunciamentos das vereadoras abordaram esporte feminino, individualidade da mulher e os desafios enfrentados por mães atípicas na capital

A sessão ordinária desta quinta-feira, 26 de março, na Câmara Municipal de São Paulo, teve a pauta das mulheres entre os principais temas discutidos na tribuna. Em pronunciamentos ao longo da tarde, as vereadoras Sonaira Fernandes e Rute Costa falaram sobre a decisão do Comitê Olímpico Internacional a respeito das categorias femininas, sobre a violência contra a mulher e sobre a realidade enfrentada por mães de crianças com deficiência na rede pública de ensino.

Ao comentar a decisão anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Olímpico Internacional, Sonaira Fernandes afirmou que a medida representa uma vitória para mulheres que se sentiam prejudicadas em competições femininas. O COI determinou que, a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, apenas atletas biologicamente do sexo feminino poderão disputar as categorias femininas, com elegibilidade definida por teste do gene SRY.

Na tribuna, Sonaira usou a decisão para reforçar seu posicionamento sobre o tema. “Não é mulher cis, não. É mulher XX”, afirmou, ao defender que a proteção às mulheres no esporte passa pelo reconhecimento da diferença biológica entre homens e mulheres. A vereadora também reagiu aos ataques dirigidos a parlamentares que têm se manifestado sobre o assunto.

Rute Costa ampliou o debate ao trazer para a tribuna uma reflexão sobre o mês da mulher, a origem histórica do 8 de março e os desafios que ainda persistem na vida das brasileiras. A vereadora falou sobre a violência contra a mulher, criticou a banalização de situações que atingem a dignidade feminina e defendeu que a proteção às mulheres precisa ser tratada como compromisso permanente, e não apenas como discurso de ocasião. “Ser agressivo e ser violento com a figura feminina é negar a própria origem”, afirmou.

Em sua fala, Rute também associou a defesa da mulher à preservação da individualidade, da intimidade e do respeito à condição feminina em sua integralidade. Para a parlamentar, garantir esse reconhecimento é também defender a família e enfrentar formas de violência que continuam presentes no cotidiano.

Mães atípicas e inclusão escolar

A sessão também abriu espaço para um segundo pronunciamento de Sonaira Fernandes, desta vez voltado à situação de mães atípicas e de crianças com deficiência, autismo e outras necessidades específicas na rede municipal. Na condição de presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, a vereadora relatou problemas como falta de acompanhantes em sala de aula, transporte escolar inadequado e unidades sem acessibilidade suficiente para garantir inclusão de fato.

Sonaira também chamou atenção para a sobrecarga dos professores e para o peso que recai sobre mães que concentram sozinhas a rotina de cuidados, tratamentos, deslocamentos e burocracias. “Nós não vamos dar trégua para a desigualdade e não podemos negar o direito à educação dessas crianças e à dignidade de uma mãe”, afirmou.

A vereadora disse ainda que a Comissão de Educação seguirá acompanhando a pauta e cobrando providências para melhorar o atendimento às famílias atípicas na capital.

A sessão desta quinta-feira também registrou manifestações sobre outros temas nacionais e assuntos ligados ao cotidiano da cidade de São Paulo

Fotos: Richard Lourenço | Rede Câmara SP

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