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domingo, 7 junho 2026
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CPI do Metanol debate impactos no setor e pede prorrogação dos trabalhos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol realizou, nesta terça-feira (24), reunião para dar continuidade às investigações sobre casos de possível contaminação por metanol em estabelecimentos da capital paulista. A sessão foi presidida pela vereadora Zoe Martínez.

Foram ouvidos durante a reunião o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Gabriel Marques Pinheiro e o empresário Fagner Santos, proprietário do bar Ministrão, local onde teria ocorrido um dos casos de contaminação.

Segundo o diretor da Abrasel, os casos de contaminação causaram impacto no setor e prejuízos aos bares e restaurantes. Segundo ele, a entidade desenvolveu treinamentos e deu apoio ao setor, na tentativa de minimizar os efeitos da crise. Daqui frente, diz Gabriel Pinheiro, o fortalecimento das ações fiscalizatórias, aliado ao treinamento em boas práticas, é essencial para dar segurança jurídica aos empresários e tranquilidade aos donos de bares e restaurantes, e também à população.

Caso Ministrão

A CPI também tratou do caso ocorrido no Ministrão, bar localizado no bairro dos Jardins, onde uma mulher perdeu a visão após consumir três caipirinhas. O episódio levou à interdição do estabelecimento por 15 dias pela Vigilância Sanitária, no contexto da investigação sobre possível presença de metanol em bebidas destiladas. Posteriormente, o bar foi reaberto com restrições à venda de destilados enquanto as apurações seguiam.

O empresário Fagner Santos afirmou ser o responsável pela compra das bebidas comercializadas no estabelecimento e declarou possuir as notas fiscais dos produtos adquiridos. Informou que trabalha com fornecedores habituais, realiza a compra de caixas lacradas e que tomou conhecimento da possível contaminação apenas por meio de comunicação da Anvisa. Segundo ele, fiscalizações realizadas não identificaram bebidas adulteradas no local e o descarte de garrafas do estabelecimento é feito de forma adequada.

Durante a reunião, o proprietário relatou ainda que outros clientes teriam consumido a mesma garrafa mencionada no caso , sem ter sofrido qualquer problema de saúde.

Continuidade

Ao final da sessão, foram aprovados dois requerimentos: a prorrogação do prazo de funcionamento da CPI — medida necessária para que a continuidade dos trabalhos seja submetida à aprovação da Câmara Municipal — e a intimação do proprietário do Torres Bar, José Rodrigues Ribeiro, estabelecimento onde foram registrados dois óbitos após consumo de bebidas investigadas.

A presidente da Comissão, Zoe Martinez  destacou que, caso persista a ausência injustificada do responsável pelo Torres Bar, poderão ser adotadas as medidas legais cabíveis, inclusive condução coercitiva, no momento processual adequado.

Também estiveram presentes na reunião os vereadores Ely Teruel, Celso Giannazi, Sargento Nantes e Adryel Jorge.

A CPI do Metanol segue com o objetivo de apurar responsabilidades relacionadas à comercialização e ao uso irregular da substância na capital paulista.

Fotos: Richard Lourenço / Rede Câmara

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