Líder da Bancada do PL, vereadora destacou a importância da rede de apoio, da escuta e de políticas públicas para mulheres em situação de vulnerabilidade
A Câmara Municipal de São Paulo sediou nesta sexta-feira, 12 de junho, a 2ª Virada Feminina pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em solenidade presidida pela vereadora Dra. Sandra Tadeu (PL), líder da Bancada do PL. O encontro deu continuidade à mobilização iniciada na primeira edição realizada na Câmara e reuniu lideranças femininas, autoridades, escritoras, empreendedoras e representantes de projetos sociais voltados à proteção, autonomia e fortalecimento das mulheres.
A iniciativa teve como um dos principais eixos o projeto literário “Virando Páginas”, obra coletiva que reúne histórias reais de mulheres marcadas por dor, coragem, recomeço e transformação. Durante o evento, autoras e convidadas compartilharam relatos sobre violência doméstica, luto, câncer, dor crônica, vulnerabilidade social, independência financeira, maternidade, fé, superação e reconstrução de trajetórias.
Na abertura da solenidade, Dra. Sandra destacou a importância de a Câmara abrir espaço para pautas que tratam diretamente da vida das mulheres, especialmente daquelas que enfrentam situações de violência, dependência ou vulnerabilidade.“É muito gratificante reunir mulheres para que elas fiquem cada vez mais fortes. Que cada uma de nós possa ajudar outras mulheres que ainda vivem em situação de dependência, violência ou vulnerabilidade”, afirmou a vereadora.
A presidente da Virada Feminina Internacional, Marta Lívia Suplicy, ressaltou que o livro representa mais do que uma publicação. Segundo ela, a proposta é fazer com que cada mulher reconheça a própria história, mas também ajude a trazer à luz a trajetória de outra mulher, especialmente aquelas que vivem situações de vulnerabilidade. “Esse livro é o exercício prático da sororidade. Eu vou e levo a outra. Que isso não seja uma prática apenas nas páginas do livro, mas na vida de cada uma de nós”, afirmou Marta durante o evento.
A programação também contou com a participação de Estela Verzola, representando a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, além de lideranças como escritoras e representantes de projetos de acolhimento. Em sua fala, Estela ressaltou a importância da união entre poder público, Legislativo, sociedade civil e instituições para garantir apoio, oportunidade, encaminhamento e proteção às mulheres.

A Dra. Sandra Tadeu tem trajetória consolidada na saúde pública e no enfrentamento à violência contra a mulher. A vereadora presidiu a CPI da Violência Contra a Mulher, em 2020, liderou a comissão voltada ao combate à violência e ao abuso sexual contra mulheres, em 2024, e teve atuação importante na criação e fortalecimento da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de São Paulo, espaço voltado ao acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade – que hoje está sob seu comando..
Para a parlamentar, histórias como as apresentadas na Virada Feminina precisam inspirar políticas públicas e ações concretas. “Quando uma mulher consegue recomeçar, ela abre caminho para muitas outras. Por isso, esse evento é tão importante. Ele mostra que a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema individual, mas como uma responsabilidade de toda a sociedade”, destacou Dra. Sandra.
Histórias
Ao longo da solenidade, os depoimentos emocionaram o público e reforçaram a importância das redes de apoio. Uma das participantes relatou a perda de um filho em decorrência da violência e contou como encontrou, em um projeto de acolhimento, força para transformar a dor em voz e ação. Outras convidadas falaram sobre a luta contra doenças, os impactos da violência psicológica e patrimonial, os desafios das mulheres em situação de rua e a necessidade de criar caminhos de autonomia para quem tenta recomeçar.

A parlamentar também lembrou que o combate à violência passa pelo acolhimento, pela independência econômica, pela saúde, pela escuta qualificada e pela presença do poder público junto às mulheres que mais precisam. Para a Dra. Sandra, a Câmara deve ser um espaço aberto para debates que resultem em proteção, dignidade e oportunidades.
A 2ª Virada Feminina reforçou ainda a importância da participação feminina nos espaços de decisão. Durante as falas, lideranças defenderam que mulheres precisam apoiar outras mulheres na política, na sociedade civil, nos projetos sociais e nas redes de atendimento.
Mais do que uma cerimônia, o encontro foi marcado como um espaço de escuta e valorização de trajetórias. As histórias reunidas no projeto “Virando Páginas” mostraram que virar a página não significa apagar a dor, mas transformar experiências difíceis em força, missão e compromisso com outras mulheres.
Foto: Juliana Hipólito | REDE CÂMARA SP


