Líder do PL na Câmara de Vereadores protocola moção de repúdio à liminar que suspendeu norma do CFM e critica ampliação de prática do aborto
A vereadora Dra. Sandra Tadeu manifestou indignação diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a liminar suspendendo a Resolução 2.378/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM) — norma que proibia o uso da assistolia fetal em casos de aborto após 22 semanas de gestação.
Em reação à decisão, a parlamentar protocolou na Câmara Municipal de São Paulo uma moção de repúdio, destacando que a liminar representa um grave retrocesso na proteção à vida e um desrespeito à autoridade técnica do CFM, órgão responsável por zelar pela ética e pela segurança dos procedimentos médicos.
“O Conselho Federal de Medicina agiu com responsabilidade e humanidade. O Supremo, ao suspender essa norma, enfraquece a defesa da vida e ignora o sofrimento de um bebê com mais de 22 semanas. A vida deve ser protegida em todas as fases”, afirmou a vereadora.
A parlamentar também chamou atenção para outras decisões judiciais relacionadas ao tema, ressaltando que todas as medidas que ampliam a possibilidade de aborto no país precisam ser combatidas. Entre elas, destacou a discussão também no STF que proibiu na última sexta-feira (24), enfermeiros de realizem procedimentos de aborto, o que, segundo ela, representaria mais um passo na banalização da vida humana.
“O aborto não pode ser tratado como um ato simples. É a interrupção de uma vida. E nós vamos lutar, lei por lei, decisão por decisão, para evitar o maior número de abortos possível”, afirmou Sandra Tadeu.
Médica e presidente da Bancada do PL na Câmara Municipal de São Paulo, a vereadora reforçou que a defesa da vida é um valor inegociável e que continuará atuando em todas as frentes para proteger o nascituro, amparar as mulheres e preservar os princípios da medicina e da fé. “Essa é a razão da minha atuação pública e o compromisso que mantenho com cada paulistano”, concluiu.


